“A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso. A palavra foi feita para dizer”
Graciliano Ramos de Oliveira – Quebrangulo, 27 de outubro de 1892 – Rio de Janeiro, 20 de março de 1953.
Prezados amigos,
No dia 20 deste mês de outubro teremos eleições de diretoria na AMA. Elas acontecerão simultaneamente no Cambuci e em Parelheiros e esperamos poder contar com a presença e participação de todos os pais.
Gostaria de aproveitar o momento simbólico das eleições para lembrar aos familiares da importância de sermos uma associação de pais e amigos, fundada por um grupo pequeno de pais que não pensava apenas nos próprios filhos, mas se propunha a ajudar o maior número possível de pessoas com autismo.
Hoje somos muitos, mas ainda são poucos os que realmente entendem o quanto podem contribuir para que a AMA cresça, aumentando o seu poder de melhorar as condições e qualidade de vida das crianças, jovens e adultos com autismo e seus familiares.
Por isso, comemoramos euforicamente cada vez que um pai ou familiar nos diz que quer participar da diretoria, como fizeram este ano, a Ariane irmã do José e a Tatiana, mãe do Nicolas e do Matheus, ambas de Parelheiros e há já alguns anos, a Cândida mãe do Claudio e Bianca, do Cambuci e meu filho, João Fernando.
E como sempre é tempo de começar, vamos todos, votar no dia 20 por amor a estas pessoas que nos unem. Nossos filhos com autismo.
Mudando o assunto, mas ainda falando da AMA, quero concluir dizendo que mesmo que a maioria dos pais não perceba, porque o processo é lento, o trabalho organizado e continuamente revisado da AMA, desempenha a importante tarefa de fazer com que nossos filhos desenvolvam recursos, a maioria devagar, mas continuamente, para terem uma interação cada vez melhor na família e na sociedade.
Meu depoimento pessoal é que, graças à AMA, Guilherme, meu filho, mesmo com 46 anos ainda está em contínuo aprendizado de compreensão, socialização e utilização da linguagem. Hoje, mais que possível, é muito gostoso, compartilhar sua presença nas reuniões de família com os sobrinhos pequenos, vê-lo desemprenhar tarefas simples, mas cada vez mais complexas, disputar jogos com os colegas, vestir-se sozinho e comer com garfo e faca. Ele aprendeu a me chamar de “mamanhe”, me abraçar quando peço e me dirigir um olhar com indescritível ternura, quando converso com ele, na hora de dormir.
Há um importante papel meu em tudo isso, mas eu o aprendi e o desenvolvi, participando da AMA, o que está ao alcance de todos.
Encerro este editorial com um pedido a todos os pais – participem – compareçam a sua unidade, dia 20 de outubro, entre 10h e 15h e votem, contribuindo assim para a manutenção e crescimento da AMA.
Feliz primavera e feliz outubro.
Um forte abraço.

Ana Maria
Superintendente e Mãe do Guilherme
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