NdA – Editorial de Março de 2026

“Penso, logo existo”.

René Descartes; (31 de março de 1596, Descartes, França – 11 de fevereiro de 1650, Estocolmo, Suécia)


Amigos,

Março costuma chegar trazendo uma sensação muito conhecida: de repente percebemos que o ano já ganhou ritmo e nos surpreendemos dizendo — “Nossa, já estamos em março!”.

Para nós, na AMA, esse momento tem um significado especial. É quando intensificamos os preparativos para o 2 de abril, Dia Mundial da Conscientização do Autismo. Mais do que uma data simbólica, trata-se de uma oportunidade de tornar visível aquilo que acontece todos os dias em nossas unidades: um trabalho contínuo, cuidadoso e tecnicamente orientado, dedicado ao desenvolvimento das pessoas com autismo.

Neste mês de março, pedi aos supervisores e coordenadores da AMA que compartilhassem exemplos recentes de avanços relacionados à comunicação expressiva, especialmente ao surgimento da fala ou à melhora da pronúncia entre os assistidos. A intenção era simples: trazer para este editorial pequenos retratos de conquistas que, embora possam parecer discretas a um olhar externo, representam passos profundamente significativos para quem as vivências de perto.

Os relatos recebidos foram motivo de grande alegria.


Na unidade Cambuci, apresentaram avanços na pronúncia ou iniciaram a fala — ainda que por meio de uma nova palavra os assistidos:

Gustavo Ávila, Luiz Guilherme Cordeiro Blásio, Sofia Hellen, Samuel Ruiz, Paulo Sant’Anna Viana de Sousa, Gabriel Ferreira, Gabriel Sousa Santos, Arthur Abe, Vitor Lemes e Davi Carral.

Esses progressos foram construídos com a dedicação das supervisoras Thelma e Priscila; das professoras Tabata, Natalia, Priscila, Célia e Marina; da psicóloga e responsável de sala Brunna; dos instrutores Felipe, Maíra, Julia, Maique, Patrícia e Luciana; e dos estagiários Ana Letícia, Mayte, Jaqueline, Sarah, Rafaela, Giovana, Najula, Loren, Nicole, Bianca, Giullia, Iam e Rosemeire.


Na unidade Parelheiros, também registraram avanços importantes na comunicação verbal, os assistidos:
Bruno Rogério Máximo França, Beatriz Alves Izidoro Cozzuol, Yasmin Duarte Silva Macena e Dennis Eduardo Formiga.

Esses resultados contaram com o trabalho dedicado das profissionais Joelma Carla Beatriz Silva, Jéssica dos Santos de Castro Pereira, Angélica Reimberg de Oliveira, Rosemary Santos Cunha, Mabili Vitória Nascimento Almeida, Taiana Souto Rocha e Alessandra Souza Santos, sob a supervisão de Sandra e Daniel.


Esses relatos evidenciam um aspecto essencial do trabalho que realizamos: o desenvolvimento da comunicação é sempre um processo coletivo. Cada avanço nasce das inúmeras interações cotidianas, conduzidas com rigor técnico e intencionalidade pedagógica. Em cada atividade, os profissionais utilizam cuidadosamente somente o número necessário de palavras, articulando cada sílaba com clareza e enfatizando os movimentos da boca, oferecendo aos assistidos referências consistentes para a construção da fala.


Trata-se, sem dúvida, de um trabalho que exige conhecimento técnico, método e consistência. Mas vai além disso. Exige também presença, persistência e sensibilidade — qualidades que permitem sustentar, dia após dia, um ambiente verdadeiramente favorável ao desenvolvimento da comunicação.

Talvez o aspecto mais bonito desse percurso seja a forma como cada conquista é acolhida e celebrada. Uma palavra nova, um som mais claro ou uma tentativa de comunicação verbal são recebidos com genuína alegria por todos os que acompanham de perto esse processo.

São momentos que reafirmam, de forma muito concreta, o sentido e a importância do trabalho que realizamos.


Em nome de toda a instituição, parabenizo os assistidos por esses avanços tão significativos e agradeço profundamente a todos os profissionais envolvidos, bem como às coordenadoras Adriana, Ana Cristina, Carol e, de modo especial, Franciny, pelo compromisso, competência e dedicação com que conduzem esse trabalho todos os dias.

Porque, para nós, cada palavra conquistada representa muito mais do que um som.

Ela representa um novo passo na construção da autonomia, da comunicação e do vínculo com o mundo.

E é justamente nesses pequenos grandes avanços que se revela, todos os dias, o verdadeiro sentido do nosso trabalho.


Finalizo desejando a todos um mês de março pleno de trabalho, esperança e bons encontros — um tempo de preparação e reflexão para que possamos chegar a abril, mês dedicado à conscientização sobre o autismo, mais unidos, mais atentos e mais comprometidos com a construção de uma realidade cada vez mais justa, acolhedora e transformadora para as pessoas com autismo e suas famílias.

Que cada gesto, cada palavra e cada iniciativa contribuam para ampliar a compreensão, o respeito e as oportunidades.

Recebam o meu forte e carinhoso abraço. 🤗

Ana Maria
Superintendente e Mãe do Guilherme
[email protected]

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