Falar sobre valorização da vida também é falar sobre cuidado, escuta e acolhimento.
Para uma pessoa autista que está passando por um momento emocional difícil, nem sempre será fácil explicar o que está sentindo. Algumas pessoas podem ter dificuldade para identificar ou comunicar suas emoções e podem demonstrar que algo não está bem de diferentes maneiras.
Nesses momentos, estar presente pode fazer a diferença. E isso não significa necessariamente falar.
Acolher é respeitar o tempo e a forma de cada pessoa
Permaneça por perto, mesmo que em silêncio, respeitando o espaço e o tempo da pessoa. Evite pressioná-la para falar ou exigir que explique imediatamente o que está acontecendo. Muitas vezes, perguntas insistentes ou excesso de informações podem aumentar a sobrecarga.
Uma comunicação tranquila e objetiva pode ajudar. Também é importante permitir que a pessoa se expresse da maneira que for mais confortável para ela, seja falando, escrevendo, utilizando recursos de comunicação ou precisando de um momento de silêncio.
Observe também o ambiente. Reduzir estímulos, respeitar o espaço pessoal e manter uma rotina previsível podem contribuir para que a pessoa se sinta mais segura.
Conhecer suas particularidades é fundamental. Mudanças de comportamento podem indicar que algo não está bem, mas precisam ser compreendidas dentro da realidade de cada pessoa. No autismo, não existe uma única forma de sentir, comunicar ou demonstrar sofrimento.
Quando buscar apoio
O cuidado também envolve reconhecer quando é importante buscar ajuda profissional. Incentive essa busca com acolhimento e sem julgamentos, respeitando o tempo e as possibilidades da pessoa.
O CVV – Centro de Valorização da Vida oferece apoio emocional gratuito e sigiloso pelo telefone 188, 24 horas por dia, além de atendimento por outros canais.
Em situações de risco imediato, procure um serviço de emergência ou uma unidade de saúde.
Neste Setembro Amarelo, a AMA reforça que valorizar a vida também é aprender a perceber, compreender e respeitar diferentes formas de expressar aquilo que sentimos.
Esteja presente. Escute sem pressionar. Respeite os limites. E ajude a aproximar cada pessoa do cuidado de que ela precisa.
Porque cuidar também é compreender.